Paralisado.
Levando vários curtos momentos que demoram para passar, talvez agora comece a escrever algo que vá ficar. Talvez não.
Acho que o que mais paralisa é a simplicidade do que tenho para dizer. Fico então dando voltas e voltas para escapar de um final inevitável e paroxítono.
Como é bom sentir-se cuidado. Não falo de um cuidado qualquer, mas daquele fruto de um olhar mais atento, ainda que não consiga colocar em palavras ou explicar, segue passo a passo a receita pra te deixar sem palavras e, enfim, bem.
Hoje eu ganhei um presente. Eu nem sei explicar qual foi. Não me deixei enganar pelos representantes físicos, vamos dizer que eles sejam o símbolo do presente. Não existe presente a-simbólico, mas apesar de amar e me agarrar aos símbolos, lá no fundo eu sei que o que aquece o coração é o movimento. É o contexto em que os símbolos existem, seus motivos diretos e indiretos, reais ou falsos. É como que se deliciar imaginando todos os pequenos detalhes que levaram àquele resultado. Por mais que tenha, aparentemente, sido impulsivo, ou considerado como pequeno pelo seu autor. Talvez o que importe mesmo seja o efeito. Como a Lua, que parece enorme quando nasce. E daí que é uma ilusão de ótica! É linda pô!
Pense nos presentes mais gostosos da sua vida, que seriam eles sem contexto? Quanto à mim seriam ocos, palavra-vazia.
Não se trata aqui de reduzir os representantes simbólicos do presente! Longe disso! É que ainda vou degustá-los. Por hora, fica a alegria de saber que mesmo na tarde mais fria, uma amiga sempre pode te trazer um raio de sol que dura por dias.
Obrigado.