É uma pena contente quando descobrimos que não demos valor à alguém ou a alguma coisa que este alguém pudesse nos proporcionar. Pena porque algo importante se perdeu. Contente porque é possivel agarrar-se em alguma coisa e dela tirar todo o proveito possível. É como rejeitar um doce maravilhoso, mas dar aquela garfada antes que ele se acabe. É sempre mais gostosa do que qualquer outra coisa.
Estou falando de uma professora.
“… o sujeito do inconsciente se constitui na e pela linguagem. Desta perspectiva, a linguagem não é instrumento de comunicação, mas a trama mesma que faz o sujeito. Tal formação aparece de modo evanescente, nos interstícios das palavras. No entre dois. Não há liberdade nesse surgimento, não há escolha. O sujeito não fala, mas é falado.”
“Quando há uma emergência de sujeito, há uma separação do Outro, de sua Lei, de seu desejo. (…) A iância, o buraco, o intervalo no qual o sujeito apareceu se fecha rapidamente, e o texto, falado ou escrito, retoma seu curso egóico, fechadinho, bonitinho, bem comportado, alienado na lingua e na gramática. A liberdade do sujeito é um sonho que dura pouco, e é bom que não dure, porque o risco é o de perder suas bordas, seus contornos, suas identificações nos momentos em que irrompe carregado da história de seu desejo, e desaparecer então sob o seu peso”
Kupfer Arrasa.

