Posts de Junho, 2008

Passagens

23 Junho , 2008

É uma pena contente quando descobrimos que não demos valor à alguém ou a alguma coisa que este alguém pudesse nos proporcionar. Pena porque algo importante se perdeu. Contente porque é possivel agarrar-se em alguma coisa e dela tirar todo o proveito possível. É como rejeitar um doce maravilhoso, mas dar aquela garfada antes que ele se acabe. É sempre mais gostosa do que qualquer outra coisa.

Estou falando de uma professora.

“… o sujeito do inconsciente se constitui na e pela linguagem. Desta perspectiva, a linguagem não é instrumento de comunicação, mas a trama mesma que faz o sujeito. Tal formação aparece de modo evanescente, nos interstícios das palavras. No entre dois. Não há liberdade nesse surgimento, não há escolha. O sujeito não fala, mas é falado.”

“Quando há uma emergência de sujeito, há uma separação do Outro, de sua Lei, de seu desejo. (…) A iância, o buraco, o intervalo no qual o sujeito apareceu se fecha rapidamente, e o texto, falado ou escrito, retoma seu curso egóico, fechadinho, bonitinho, bem comportado, alienado na lingua e na gramática. A liberdade do sujeito é um sonho que dura pouco, e é bom que não dure, porque o risco é o de perder suas bordas, seus contornos, suas identificações nos momentos em que irrompe carregado da história de seu desejo, e desaparecer então sob o seu peso”

Kupfer Arrasa.

Mais do Mesmo

20 Junho , 2008

É…
Algumas coisas mudam.
Já outras…

Morando, Demorando de Morando, De morango

19 Junho , 2008

Tardes de Abril vão sempre…
Lentamente…
Passando…
Tardificando…

Ah se as Tardes de Abril soubessem
Que merecem
Maiúsculas a rodo
E tortinhas de morango

Soubessem que
Seu primeiro dia prova
Que o resto do mês
É um caldeirão de
Verdades

Tarde de Abril
Um passado de
Padarias de bairro

Tanto

10 Junho , 2008

Eu desisto.
Eu me rendo.
Caçando palavras
Como quem procura
Uma agulha no palheiro
Eu desisto.
Tombem os Reis,
Três tapinhas no chão
Ou copo d’água

O que tenho a dizer
É tanta coisa…
Que cabe num
Sorriso teu
Assim
Despreocupadamente…

Comando da Madrugada

6 Junho , 2008

Qualquer post feito de madrugada mereceria uma aviso similar:

Tenho pra mim que tudo escrito de madrugada, tem um toque de verdade peculiar. Não se trata de ser mais ou menos verdadeiro do que o resto. Mas há um lado da verdade que só a madrugada pode deixar ver. Posto este pseudo-aposto, vamos à postagem.

Mas deixemos só o aviso por hoje. Já estou transbordando de verdades que queria esconder.

Junho

5 Junho , 2008

Por um Junho mais Justo!

Fonte

Pontuações

2 Junho , 2008

Wittgenstein era um cara legal.

E eu sou um criminoso. Logo, vou utilizar uma frase, que tenho vaga noção do que significa, para explicar algo que tenho certeza que ela não quer dizer.
“A regularidade de nossa linguagem impregna nossa vida”

Tenho um sério problema com vírgulas. Não que eu as esqueça, ou não goste delas. O enrosco é que abuso delas sem o mínimo pudor. É desleal mesmo. Quando há algum tipo de revisão, arrancá-las do lugar é o foco principal. E mesmo assim, pouco ajuda.
Mas isso não quer dizer que as desconsidere. Pelo contrário, na minha cabeça, ela tem um significado próprio, importante, mas todo torto, e quando coloco no papel, esqueço que no resto do mundo ela quer dizer outra coisa.

Paciência.

Agora o curioso, e aqui entra nosso amigo Witty e minha interpretação tendenciosa, é que existem vírgulas na minha vida. E sinto que estou saíndo de um grande aposto. Aposto esse que já se extendeu demais. Já é hora de voltar à minha oração subordinadíssima. Que não tem a mínima pretensão de encontrar seu ponto final tão cedo.